sábado, 9 de novembro de 2013

Diabetes na Infância

No dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Controle e Prevenção do Diabetes. 






DIABETES é uma alteração na produção do hormônio insulina pelo pâncreas ou uma resistência à ação da insulina pelo organismo. É a insulina que auxilia o organismo a transformar o açúcar (glicose) em energia para o funcionamento do corpo humano. A quantidade de insulina liberada depende de quanto açúcar é ingerido. Quanto mais alimentos ricos em carboidratos (doces, batata, arroz, macarrão, biscoito e bebidas alcoólicas) são consumidos, mais o pâncreas precisa trabalhar.

Existem dois tipos de diabetes:

TIPO 1: É o tipo mais comum em crianças, de aparecimento súbito e pode surgir desde as primeiras semanas de nascimento até os 30 anos de idade, mas é na faixa dos 5 aos 7 anos e durante a puberdade que a doença tende a ser mais comum. Está relacionado à falta ou pouca produção de insulina, não conseguindo controlar a taxa de glicose ingerida.

TIPO 2: É hereditária e acontece quando as células resistem à ação da insulina, mesmo que sua produção seja normal. Antigamente era uma doença de adulto, mas com a elevação da taxa de obesidade infantil associada a uma vida sedentária e com maus hábitos alimentares, esse tipo de diabetes aumentou consideravelmente entre as crianças.

Quanto mais cedo o diabetes for detectado, mais chances se tem de eficácia no controle da doença e de evitar complicações futuras. Desde o nascimento há medidas de prevenção ao diabetes como o aleitamento materno, evitando a alimentação artificial, rica em açúcares desnecessários nesta fase. Manter uma alimentação saudável  e praticar uma atividade física regular devem ser incentivada pelos pais para evitar a obesidade infantil.

SINTOMAS: Os sintomas da diabetes infantil são sede, aumento de fome e emagrecimento, aumento do número de vezes em que se urina e são na maioria das vezes acompanhados por grande mal estar, sonolência, fraqueza, tonturas, câimbras e formigamentos.

Se não diagnosticada e tratada desde cedo, o mal pode causar variação brusca da taxa de glicose no sangue. O aumento da glicose, hiperglicemia, leva a criança a beber muita água. Já a hipoglicemia (baixa taxa de glicose) causa tremores, suores gelados, taquicardia e falta de resposta a estímulos. A variação pode levar ao coma.

A longo prazo, a doença causa perda de visão, derrame, infarto, hipertensão, impotência sexual, doenças pulmonares e insuficiência renal.

COMO CUIDAR: Para o controle da diabetes tipo 1 são necessárias aplicações diárias de injeções de insulina. O tipo 2 geralmente não é preciso a ingestão de medicamento, mas é imprescindível fazer um controle rígido da taxa de glicose, acertar a dieta e praticar exercícios.

CUIDADOS À MESA NA DIABETE INFANTIL: A dieta deve ser rica em fibras e pobre em açúcar, com seis refeições ao dia. O ideal é retirar da alimentação os açúcares de absorção rápida como açúcar refinado, mascavo, cristal e mel. Consumir de maneira moderada os açúcares de absorção lenta como massas, tubérculos e frutas. Adoçantes devem ser usados por crianças a partir de um ano de idade.  Nas festinhas de aniversário: procure levar doces diet que a criança possa comer, para que ela não fique com vontade vendo os amiguinhos se deliciando com guloseimas. Na escola é preciso um cuidado todo especial com a lancheira, que deve ter sanduíche natural, frutas, barra de cereal diet e suco diet. A criança precisa resistir à oferta de doces e refrigerantes das cantinas, e a escola precisa dar apoio aos alunos diabéticos.

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